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Gonçalves (Zetho Cunha) - Noite Vertical

 Poemas Reunidos 1979 - 2021.

Este volume acolhe nas suas páginas a reunião da poesia publicada pelo autor entre 1979 e 2021, acrescida de dois livros inéditos - Exorcismos par Ler em Voz Alta e Rio sem Margem: Poesia da Tradição Oral. Livro III - , e um breve conjunto de poemas avulsos, «Dispersos e Inéditos em 20-21», Zetho Cunha Gonçalves.

Revisão de Andreia Baleiras. Capa, grafismo e paginação de Luís Henriques. 

Maldoror.

Reimpresso em Julho de 2026. 440 Págs. broch.  Novo.


20,00. € 

Sillitoe (Alan) - A Solidão do Corredor de Fundo

Se os cumpridores da lei esperam impedir-me de dar passos em falso, estão a perder o seu tempo. Mais lhes vale encostarem-me a uma parede e encherem-me de balas. É a única maneira de me pararem, a mim e a mais uns quantos milhões. Porque eu tenho pensado muito desde que cheguei aqui. Eles podem passar o dia  a espiar-nos para ver se estamos a esgalhar o pessegueiro, ou se estamos a trabalhar bem e a praticar o nosso atletismo, mas não podem tirar um raio-X às nossas entranhas para descobrirem o que dizemos a nós próprios... (da contracapa).

Tradução: José Miguel Silva. Revisão: Andreia Baleiras. Capa e grafismo: Luís Henriques.

Maldoror. 2026. 226 Págs. broch. Novo. 16.€


 

Poesia so Século XX

 De Thomas Hardy a C. V. Cattaneo.

A. A. V. V. 

Antologia, tradução, prefácio e notas de Jorge de Sena.

Revisão de Andreia Baleiras. Capa e grafismo de Luís Henriques. 

Maldoror.

2026. 674 Págs. broch. Novo.

24.€


 

 

Campos (Augusto de) - Poesia da Recusa

Revisão: Andreia Baleiras.

Capa e grafismo: Bruno Inácio.

Maldoror / Língua Morta.

Fevereiro de 2026. 357 Págs. broch. Novo.

17. €


 

Fumar às Janelas do Crânio


Poesia Mexicana do Século XX.

Organização, selecção e tradução: Luís Filipe Parrado e Ricardo Castro Ferreira. Introdução e notas de Luís Filipe Parrado.

Língua Morta | Maldoror.

Outubro de 2025. 669 Págs. broch. Novo.

21. € 

 

Taïa (Abdellah) - O Dia do Rei

Enquanto Omar, do bairro pobre de Salé, pode apenas sonhar com o monarca. Num estilo poético mas realista, onde a candura caminha com a perversidade, em O Dia do Rei, Abdellah Taïa fala-nos das profundas desigualdades sociais em Marrocos, dos tabus que ali persistem, mas também  da figura omnipresente e autoritária do rei e do papel das mulheres, e da sua condição na sociedade marroquina. (da badana).

Tradução de Diogo Paiva.

Revisão de Andreia Baleiras.

Capa e grafismo de Luis Henriques. 

Maldoror.

Setembro de 2025.  189 Págs. broch. Novo.


14.€



 

Isidore Ducasse, Conde Lautréamont - Cantos de Maldoror

seguidos de Poesias.

A minha poesia não consistirá senão em atacar por todos os meios o animal feroz que é o homem, e o Criador, que nunca deveria ter engendrado semelhante escória. Os livros hão-de amontoar-se uns sobre os outros até ao fim da minha vida, e no entanto só encontrarão neles esta ideia, sempre presente à minha consciência! (da contracapa).

Com desenhos de René Magritte.

Tradução de Pedro Tamen.

Grafismo de Luís Henriques. Capa de Luís Henriques com desenho de René Magritte.

Maldoror.

Maio de 2025. 331 Págs. broch. Novo.

18. € 


Claudel (Philippe) - O Relatório de Brodeck

Quando regressei do campo de concentração, enchi o fogão com todos os livros de poesia e queimei-os. Via chamas a contorcer as palavras, depois das frases, depois das páginas. O fumo que se erguia dos poemas em chamas não era melhor nem mais nobre, nem mais atraente do qualquer outro. Não tinha nada de especial. Soube, mais tarde, que Nösel fora preso por ocasião das primeiras buscas, como muitos professores e homens cujo ofício consistia em conhecer o mundo e explicá-lo. Morreu pouco tempo depois num campo de concentração parecido com o meu, um campo de concentração igual a centenas de outros que tinham crescido um pouco por toda a parte do outro lado da fronteira, como flores venenosas. A poesia não lhe fora  de nenhuma utilidade para sobreviver. Talvez contribuísse mesmo para precipitar a sua agonia. Os milhares de versos, em latim, em grego e noutras línguas que guardava na memória à semelhança do maior dos tesouros não o ajudaram em nada. Ao contrário de mim, não aceitara com certeza passar por cão. Sim, deve ter sido por isso. A poesia não reconhece os cães. Ignora-os. (da contracapa).

Tradução de Isabel St. Aubyn.

Revisão de Andreia Baleiras.

Capa e grafismo de Luís Henriques.

Maldoror.

Maio de 2025. 323 Págs. broch. Novo.

16. €.


  

Jacinto (António) - Obra Reunida


Organização, introdução e notas de Zetho Cunha Gonçalves.

Revisão de Andreia Baleiras.

Capa e grafismo de Luís Henriques.

Colagem da contracapa de Luandino Vieira.

 Maldoror.

Abril 2025. 563 Págs. broch. Novo.

22,00 €. 

Pound (Ezra) - ABC da Leitura

Tradução de António Cabrita.

Tradução dos poemas Zetho Cunha Gonçalves. 

Revisão de Andreia Baleiras.


Capa e paginação de Luís Henriques.

Maldoror.

Fevereiro de 2025. 236 Págs. broch. Novo.

16,00 €.


Orwell (George) - Na Mó de Baixo em Paris e Londres

Essas três semanas foram sórdidas e desconfortáveis, e evidentemente o pior estava para vir, pois a minha renda expiraria em breve. Contudo, não foi tão mau quanto eu esperava, pois, quando nos estamos a abeirar da pobreza, descobrimos algo que prevalece sobre tudo o resto. Descobrimos o tédio, e problemas mesquinhos, e o início da fome, mas também o grande aspecto redentor da pobreza: o facto  de aniquilar o futuro. Dentro de certos limites, é um facto que quanto menos dinheiro temos, menos nos preocupamos. Quando tudo o que temos no mundo são cem francos, estamos sujeitos aos mais covardes pânicos... (da contracapa).

Tradução de José Miguel Silva.

Revisão de Andreia Baleiras.

Capa e grafismo de Luís Henriques.

Maldoror.

2025. 255 Págs. broch. Novo.

16,00 €.



Genet (Jean) - Nossa Senhora das Flores

Dê por onde der, tenho de voltar a mim, abrir-me de uma forma mais directa. Este livro, quis fazê-lo de elementos transpostos e sublimados da minha vida de preso, mas receio não vir a dizer nada das minhas intimidades. Embora me esforce por ter um estilo descarnado, de ossos à mostra, o que eu queria realmente dar-vos do fundo da prisão era um livro carregado de flores, de alvos saiotes, de fitas azuis. Não há melhor passa-tempo do que este. (da contracapa).

Tradução de Aníbal Fernandes.

Revisão de Andreia Baleiras.

Capa e grafismo de Luís Henriques.

Maldoror.

2024. Outubro. 279 Págs. broch. Novo.

16,00 €.


 

London (Jack) - Vagabundos Cruzando a Noite

Tudo indicava que me veria obrigado a recorrer à gente pobre. Os muito pobres são o último recurso do mendigo com fome, mas é resultado garantido. Pode-se sempre contar com os pobres. Nunca dizem que não a um faminto. Por todos os Estados Unidos, tem-me acontecido recusarem-me comida nalguma mansão no alto da colina, mas sempre encontrei mantimento num casebre à beira-rio ou junto a um lameiro, apesar das vidraças partidas remendadas com trapos e da mãe de família esgotada de trabalho. Ah, vocês, os que pregam a caridade, aprendam com os pobres, porque só eles sabem ser generosos! Não dão sobras, porque não as têm, nem regateiam o pouco que possuem. Privam-se do necessário, dão sem guardarem para si e às vezes até tiram o pão da boca, que tanta falta lhes faz! Lançar um osso a um cão não é caridade. Caridade é partilhar o osso a um cão quando se tem fome como ele, Jack London.

Tradução de Ana Barradas.

Revisão de Andreia Baleiras.

Capa e grafismo de Luís Henrique.

Maldoror.

2024. 208 Págs. broch.

14,00 €.



Pacheco (José Emilio) - A Árvore Tocada Pelo Raio

Antologia Poética.

Que um poeta como José Emilio Pacheco morra após bater com a cabeça parece quase prometido. Nado, (mal)criado e finado na Cidade do México (1939-2014), em "sentido contrário" escreveu contusa, repetidamente, uma e outra vez batendo com a cabeça contra um maciço de ruínas: o México, pois claro, mas sempre como súmula da continuada história dos massacres humanos, sinédoque da "fossa comum" do mundo todo, prenúncio de um presente (ainda mais?) bruto, se continuamos, afinal, diz-nos repetidas vezes a sua poesia, "a viver o tempo dos assassinos", Miguel Filipe Mochila.

Selecção, introdução, tradução e notas de Miguel Filipe Mochila.

Revisão de Andreia Baleiras. 

Capa e grafismo de Luís Henriques.

Maldoror.

Setembro de 2024. 307 Págs. broch. Novo.

16,00 €.



Blaisten (Isidoro) - Dublin a Sul

Há, sim, uma circunstância que permeia estes contos, mas uma circunstância que, sendo a que é - a gigante urbe de um país outrora poderoso na contabilidade da indústria, de escala continental, presentemente caída em desgraça com as suas villas miserias e os seus milhões andrajosos -, e sendo tratada com tais ferramentas poéticas, não se faz nunca tão-só circunstancial, comunicando em pleno ao nosso tempo e às nossas cidades ocas, com o seu ominoso sempre à espreita, Miguel Filipe Mochila.

Tradução e introdução de Miguel Filipe Mochila.

Revisão de Andreia Baleiras.

Capa e grafismo de Luís Henriques.

Maldoror.

Março de 2024. 205 Págs. broch. Novo.

15. €



Honwana (Luis Bernardo) - Nós Matámos o Cão-Tinhoso

Obra polémica, nos seus sete contos estão patentes o tom subversivo, a denúncia do colonialismo, as tensões sociais, o racismo. (da badana).

Revisão de Andreia Baleiras.

Capa e grafismo de Luís Henriques.

Maldoror.

Março de 2024. 135 Págs. broch. Novo.

12. €



Pinto (Diogo Vaz) - O Anticrítico

Revisão de Andreia Baleiras e João Ferreira.

Paginação e capa de Bruno Inácio.

Maldoror.

Dezembro de 2023. 659 Págs. broch. Novo.

22. €



 

Roque (Jorge) - País Rato

O que quer que cresça, mal desponta, roído pelos ratos. e os ratos proliferam, dissimulados e viscosos, com o seu brilho torpe de animal de esgoto. Uns pardos e remediados, com as olheiras dúbias de mal sucedidos ratos. Outros bem gordos, suficientes e emproados no duplo queixo que lhes deforma o pescoço e lhes dá a aparência de insólitos invertebrados. Sorriem estes a bela vida e o próprio alarve é rato. E ninguém, garanto-vos, ninguém mesmo escapa aos ratos. São muitos e organizados contra uns, crédulos e isolados, que a sua diligência logo transforma em pasto, Jorge Roque.

Capa e grafismo de Luís Henriques.

Paginação de Inês Mateus.

Revisão de Andreia Baleiras.

Maldoror.

2023. 52 Págs. broch. Novo

8. €



Taïa (Abdellah) - Aquele Que É Digno de Ser Amado

Aquele Que É Digno de Ser Amado é um breve romance epistolar de 2017 composto por quatro cartas enviadas ao longo de vinte e cinco anos por três pessoas, através das quais acompanhamos Ahmed, marroquino homossexual que reside em Paris. Cartas de amor, ternas e lascivas à vez; cartas de despedida e gritos de raiva, cabem nestas missivas sonhos frustados, a perda inocência, e críticas ferozes ao neocolonialismo e à quimera do mundo ocidental, (da badana).

Tradução de Diogo Paiva.

Revisão de Andreia Baleiras.

Capa e grafismo de Luís Henriques.

Maldoror.

Novembro de 2023. 107 Págs. broch. Novo.

12. €



Pacheco (Luiz) - Cartas na Mesa

Correspondência Para Serafim Ferreira (1966 - 1998).

Apresentação e notas de Serafim Ferreira.

Nesta terceira edição aumentada de Cartas na Mesa, reúnem-se cinquenta e duas cartas e bilhetes-postais enviados por Luiz Pacheco a Serafim Ferreira entre Abril de 1966 e Setembro de 1998. Nelas, pode observar-se o propósito epistolar do autor de Textos Malditos, de sempre se mostrar incómodo, implacável e cáustico nas muitas setas (literárias) desferidas em várias direcções, por ser claramente um observador privilegiado da nossa literatura. (da contracapa).

Capa e grafismo de Luiz Henriques.

Revisão de Andreia Baleiras.

Maldoror.

Letra Livre.

Lisboa, 2023. 220 Págs. broch. Novo.

15. €