Restavam apenas 408 dias de vida a Bob Flanagan quando, no dia 22 de Novembro de 1994, começou a escrever o Diário da Dor. Ele tinha e ao mesmo tempo não tinha consciência desse facto. A exacta Hora da sua Morte é um tema a que regressa constantemente no seu diário, sempre com humor mordaz, embora existam certamente outros: a traição, real ou imaginária, dos seus amigos e associados no mundo artístico e literário; a euforia e a futilidade envolvidas na produção e exposição de obras de arte; e a explosiva contradição entre, por um lado, a atração luxuriante pela dor física, enquanto masoquista, e, por outro, a raiva contra a dor involuntária a que se via sujeito. Todas estas reflexões emergem em simultâneo com a descrição minuciosa dos mais banais acontecimentos quotidianos da vida de alguém que está doente e a morrer, Chris Kraus.
Tradução de Manuel João Neto. Prefácio de Chris Kraus. Texto final de Sheree Rose.
Barco Bêbado.
Julho de 2026. 210 Págs. broch. Novo. 20. €









