A Utopia reabre a 6 de Outubro

De 12 de Setembro a 6 de Outubro os pedidos efetuados a partir do blog. e facebook da livraria será dado resposta semanalmente.

Flauta de Luz . Boletim de Topografia

 Nº 9 . Junho de 2022.

Esta Flauta apresenta textos sobre a guerra, a história americana, julian Assanje, de « paladino da imprensa», nu suprimento litrário avulso - falta de luz da revista, pode-se ler fosfóro e Desaforo por JH, civilização, um outro mundo é possível Zapatistas a viagem passou por portugal, ciência e fé, artistas a mais para tão pouca inquietação, ofício ermo, eu não tenho medo da europa - eles que venham, nota biográfica, um caderno a cores a presença de Artur Varela, o colapso da modernização, alguns casos, antes o mundo não existia, desafios para a decolonialidade, a minha liberdade, os índigenas são anarquistas? Uma santa estratégia, para uma antologia ameríndia contemporânea, filosofia e educação ambiental, suar - suava,  a complexidade tecnológica e a perda de acção, dois poemas de Jan Zwicky, internet motor do capitalismo? Fazer o mundo - os jardins ideais, o presente impossível, santos ofícios - loja de arte popular, a criança do umbral, da eclesiástica, panorâmica subterrânea de uma mosca, as pedras gritam por mim, Otelo - os ídolos com pés de barro, eros robótico, de Lénin a Cunhal - a maldição do esquerdismo, contra invasão russa e a guerra - solidariedade com o povo ucraniano, operação solidariedade, frente anarquista contra putin, corrida ao armamento - as empresas adjudicatárias do pentágono, a guerra é um crime contra a humanidade, entrevista com Yuri Sheliazhenko, notas de leitura.

A.A.V.V.

Director e editor: Júlio Henriques.

Design gráfico e paginação de Gonçalo Mota.

Desenho e pintura: António José Lopes e António Luís.


€ 12,00.

Barrento (João) - Walter Benjamin: A sobrevida das ideias - ensaios e diário

Revisão: Mariana Pinto dos Santos.

Design e paginação de Rui Miguel Ribeiro.

Saguão.

Julho de 2022. 347 Págs. broch.

PVP. 16 €.



Bravo (Pedro) - Cabeças Cortadas

Escrito mais de dez anos antes da eclosão da pandemia de covid-19 e da catástrofe sanitária e moral daí resultante, este ordenado conjunto de contos de Pedro Bravo manifesta perturbantes premonições do que passou a estar em curso no mundo: uma continuada repetição de desastres consubstanciais ao desenvolvimento. Mas, abarcando também épocas anteriores à nossa, Cabeças Cortadas não é uma ficção visionária, é uma obra assente em realidades ferozes que nem pandemia  nem guerras substituem, embora as empiorem. Explorando um mundo de disfunções que se têm tornado estruturantes, releva-o nos meandros mais impensados  das relações sociais, quer se trate, por exemplo, de experiências médico-farmacêuticas com o corpo humano ou da necessária dependência mortal de drogas psicotrópicas. Cabeças Cortadas constrói-se sobre uma geometria visual de palavras e ideias não pacíficas de que decorre um paradoxal realismo semântico. Acoplamentos voluntários no ritmo dos contos revelam delírio negro, duplos sentidos e amiúde miríades de significados. Mas a poderosa e ágil estrutura da composição literária não deixa que desta miríade decorra confusão. O sentido devém acção. Sexual, sem nunca ser descritivo, vibrante de fúria e imaginação, Cabeças Cortadas - cuja personagem central é o corpo humano - deixa-nos o registo de que as nossas sociedades assentam numa violência grandemente oculta, Júlio Henriques.

Livro ilustrado com desenhos de Miguel Carneiro.

Revisão de Júlio Henriques.

Grafismo e paginação de Gonçalo Mota.

Livros Flauta de Luz.

Julho de 2022. 196 pp. broch.

PVP. 14 €.



Taibo (Carlos) - Ibéria Esvaziada

Despovoamento, Decrescimento, Colapso.

O objectivo principal deste livro é aplicar à Ibéria esvaziada as ferramentas que surgem da perspectiva do decrescimento e da teoria do colapso. Com esse propósito, nas sua páginas delimita-se o conceito, amiúde nebuloso, dessa Ibéria, e a esse respeito considera-se tanto o cenário espanhol e português. É também delineado um conjunto de propostas relativas ao que deve ser preservado, recuperado, introduzido e rejeitado nos espaços afectados, sem deixar de prestar atenção a debates importantes como os relativos ao povoamento, às mulheres, à neo-ruralidade, às biorregiões ou à natureza de um modelo económico e social alternativo. Acima de tudo, este livro pretende ser um esboço que estimule um debate em falta: o decrescimento. (da contracapa).

Introdução de Filipe Nunes.



Prólogo de Carlos Taibo.

Tradução de Pedro Morais.

Revisão de Andreia Baleiras.

Capa e grafismo de Pedro Mota.

Letra Livre.

Abril de 2022. 223 Págs. broch.

€ 14,00.

Pacheco (Carlos César) - Apocalipse

Uma distopia sobre o presente.

A narrativa descreve uma sociedade que foi originalmente concebida como uma utopia mas que correu mal (uma distopia) ou uma sociedade que foi, desde o início, desenhada para vir a ser aquilo em que se tornou (uma anti-utopia), Ezequiel Nunes.

Paginação, notas e anotações de Ezequiel Nunes.

Capa e contracapa de César Figueiredo, a partir de uma gravura de Cornelis Galis.

Ilustrações: DeCésar, a partir de street art (Pizarrales, Salamanca) de David de la Mano e Pablo S. Herrero.

Edições Mortas.

Junho de 2022. 64 Págs. broch. tipo missal.

€ 12,00.

Goethe (J. W. von) - A Metamorfose das Plantas

Há uma desilusão natural no momento da leitura de A Metamorfose das Plantas, própria de todas as expectativas que geram na atmosfera do seu título, fórmula poética que tem ressonâncias nascidas em Teofrasto, Lucrécio e Ovídio e que se supõe pertencer a uma forma de pensamento de pensamento marginal, esquecido, misterioso, Maria Filomena Molder.

Tradução, posfácio, notas e apêndices de Maria Filomena Molder.

Revisão: Mariana Pinto dos Santos.

Design e paginação: Rui Miguel Ribeiro.

Saguão.

Junho de 2022.  162 Págs. broch.

€ 14,00.




Carvalho (Luhuna) - Depois da Lei

Língua Morta.

Junho de 2022. 191 Págs. broch.

€ 12,00.



Reis (Amândio) - Antilha

Língua Morta.

Junho de 2022. 90 Págs. broch.



€ 9,00.

Walcott (Dereck) - Omeros

Walcott entretece a narrativa de Omeros cosendo tudo com a finíssima linha de um grito, um acto de rebelião contra toda uma sociedade que está a ser engordada à base de uma «alucinação histérica», condenando todas as formas de frenesim, desde logo esses que levam à apoteose os regimes do folclore, dizendo-nos que, para o artista colonial, o inimigo não eram as pessoas, ou o seu rude sentido estético, que ele sempre foi capaz de refinar e orquestrar, mas antes aqueles que se faziam eleger como protectores do povo, esses agentes fraudulentos que denunciavam as indignidades cometidas contra o abandonar a sua dignidade individual, Diogo Vaz Pinto.

Tradução de Daniel Jonas.

Prefácio de Diogo Vaz Pinto.

Revisão de Madalena Alfaia.

Capa, grafismo e paginação de Luís Henriques.

Maldoror.

Lisboa. Junho de 2022. 392 Páginas, cartonado.

€ 22,00.



Condé (Maryse) - Eu, Tituba, Bruxa... Negra de Salem

Maryse Condé escreveu dezenas de livros, entre peças de teatro, livros infantis, ensaios políticos e literários, mas dedicou-se maioritariamente aos romances, de que se destacam  Ségou, em dois volumes (1984-1985), Eu,Tituba, Bruxa... negra de Salem (1986), Desirada, (1987) e Le Coeur à rire et à Pleurer (1999). E é igualmente extensa a lista de prémios que ganhou: Grande Prémio Literário Feminino, Liberatur, Métis... Em 2018, ganhou o Novo Prémio da Academia, prémio alternativo ao Nobel instituído pela academia num ano de polémicas. (da badana).

Tradução de Diogo Paiva.

Revisão de Andreia Baleiras.

Capa e paginação de Luís Henriques.

Maldoror.

Lisboa. Maio de 2022. 260 Págs. broch.

€ 16,00.




Sena (Ramón Gómez de La) - A Quinta da Palmyra

 [Em] A Quinta de Palmyra, uma autêntica "sinfonia portuguesa", como a definiu Larbaud, um romance profundamente lírico, assistimos às relações amorosas da protagonista, com um atrevido final de cariz homoerótico. Dá-se nas suas páginas lugar ao debate entre cosmopolitismo e provincianismo, entre passado e futuro [...], e em que assistimos a uma profunda relação orgânica entre as personagens e o sítio onde habitam. Como símbolo do país "utópico" em Ramón, sempre individualista e único, se sentiu como na própria casa, sem evitar, por vezes, a sua visão crítica, Antonio Sáez Delgado e Santiago Pérez Isasi.

Tradução de Joana Morais Varela.

Revisão de Carina Correia.

Fotografia de capa de Maria Bicker.

Design de João Bicker.

VS.

2022. 184 Págs. broch.


€ 18,00.

Serna (Ramón Gómez de La) - Interpretação do Tango

A grande fortuna do tango começa e culmina no facto de ser popular, de os seus criadores serem muitos (milhares) e de o julgamento sobre o valor das suas obras haver dependido em grande medida do público, Rafael Flores Montenegro.

Tradução de Sofia Castro Rodrigues.

Prólogo de Rafael Flores Montenegro.

Revisão de Carina Correia.

Design de João Bicker.

VS.

Junho de Dois Mil e Vinte e Dois. 65 Págs. broch.

€ 12,00.


 


Baião (Rui) - Motim

Mandíbula à deriva (textos sobre motim) de Rui Nunes.

Paginação de Paulo da Costa Domingos.

Barco Bêbado.

2022. 136 Págs. broch.

€ 20,00.

Lamborghini (Osvaldo) - O Fiorde

seguido de Sebregondi Recua e Escrever como qualquer coisa!

Escrito em 1966/67, pouco depois do golpe de estado cívico-militar de Juan Carlos Ongania, e publicado clandestinamente em 1969. O Fiorde é um texto de marcado tom político, ao qual não se pode fugir, mas é também um texto de excepcional valor literário, Mariano Alexandro Ribeiro.

Tradução e notas  de Mariano Alexandro Ribeiro.

Posfácio de Gérman García / Leopoldo Fernández

Pinturas de Theodore Ushev.

Paginação e grafismo de Paulo da Costa Domingos.

Barco Bêbado.

Lisboa. 2022. 127 Págs. broch.

€ 20,00.



 

 

Pacheco (Carlos César) - A minha máscara é um museu (1988-2008)

Carlos César Pacheco desenvolve a sua actividade artística  com recurso à escrita (prosa, poesia, poesia visual e poesia sonora), fotografia, vídeo, performance e instalação. É autor de dois livros e participou numa antologia, foi editor da revista Coiote o impulsionador do movimento GRUA, organizando e participando em intervenções e exposições multimédia-multiarte... (da badana).

Paginação: M. Fernandes.

Capa e contracapa de João Ramos.

Opera Omnia. Junho de 2022. 85 Págs. broch.

€ 13,00.




Barahona (António) - Sombra das Minhas Mãos

O Sentido da Vida é Só Cantar (Suma Poética), Décimo Tomo.

Com arranjo gráfico e capa de Inês Mateus a partir de fotografia de Luísa Ferreira.

Averno.

2022. 118 Págs. broch.

€ 13,00.