Roque (Jorge) - País Rato

O que quer que cresça, mal desponta, roído pelos ratos. e os ratos proliferam, dissimulados e viscosos, com o seu brilho torpe de animal de esgoto. Uns pardos e remediados, com as olheiras dúbias de mal sucedidos ratos. Outros bem gordos, suficientes e emproados no duplo queixo que lhes deforma o pescoço e lhes dá a aparência de insólitos invertebrados. Sorriem estes a bela vida e o próprio alarve é rato. E ninguém, garanto-vos, ninguém mesmo escapa aos ratos. São muitos e organizados contra uns, crédulos e isolados, que a sua diligência logo transforma em pasto, Jorge Roque.

Capa e grafismo de Luís Henriques.

Paginação de Inês Mateus.

Revisão de Andreia Baleiras.

Maldoror.

2023. 52 Págs. broch. Novo

8. €