Le Brun (Annie) - Lufada de Ar

A começar pelo facto de estas releituras contemporâneas da história da utopia se guardarem muito bem de não distinguir entre as utopias de Estado e aquelas que apostaram, contra o Estado, na riqueza e na diversidade do campo social. De tal modo que esta confusão, habilmente alimentada, serve para neutralizar as mais perturbadoras dessas propostas que tentaram pensar a realidade social com maior distanciamento e elevação. Além disso, e à luz destas releituras, realistas até à caricatura, quando não até ao contra-senso, estamos a negar, aos poucos, a própria ideia de uma eficácia simbólica, aquela mesma de que a utopia faz precisamente a sua matéria e de onde retira a sua energia, tanto do ponto de vista individual como colectivo, Annie Le Brun.

Tradução de Matteo Pupillo. Posfácio de Eliane Robert Moraes. Capa de João Pedro Trindade. paginação e grafismo de Paulo da Costa Domingos.

Barco Bêbado.

Março de 2026. 136 Págs. broch. Novo.

18. €