Considere-se o rigor deste paradoxo: testemunhar, para Levi, só pode significar trazer à palavra uma impossibilidade de falar, falar por aqueles que não podiam nem pode falar. O sujeito do testemunho está, pois, constitutivamente divido: ele deve, como homem, pôr-se aquém do humano, ser testemunha de um tempo ou de um lugar em que não era humano, Giorgio Agamben.
Tradução e notas de Ana Cláudia Santos.
Introdução de Giorgio Agamben.
Paginação e grafismo de Paulo da Costa Domingos.
Barco Bêbado.
Fevereiro de 2023. 116 Págs. broch.
18. €
